A luz fraca ilumina as velhas revistas de arte
Um cigarro, uma tragada...
A solidão é algo interessante quando refletimos sobre ela....
Lá estão os pássaros a voarem no amanhecer
Cá esta a música a bater forte em meu coração
Sempre o piano a lembrar-me sobre o amor
Esse que não compreendemos
Tudo se perde quando não somos sinceros a liberdade....
Um gole no café recém feito,
O olhar perdido pela janela;
Gosto de ver as ultimas luzes da noite se apagarem
Logo como os demais
Esconderei meus sentimentos
Para vazio girar, na ciranda do dia, que esconde os segredos mais íntimos...
Aguardei o chamado do telefone
Mudo rompeu a noite, restando somente a vontade não suprida do divagar
Enquanto nada acontece me contento com o ascender de mais um cigarro
Na batida do coração solitário.
(Maio de 1989 - São Paulo)
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
QUARTO DE DORMIR
Fumo à meia luz
Nas memórias a lembrança
Dos corpos nus enrolados
Em gozos selvagens, sem rosto, sem adeus, sem amanhã
Arde em chamas o piano de um poeta morto
Segredos atrás da porta cinza
Falácias da mente que insistiu em renegar o tentar
Lagrimas diante das paredes brancas e frias
Carcereiras dos sentimentos,
Cela de grades invisíveis
Pelas quais escarro na boca que me beijou
Numa noite, a meia luz..
No quarto de dormir.
Nas memórias a lembrança
Dos corpos nus enrolados
Em gozos selvagens, sem rosto, sem adeus, sem amanhã
Arde em chamas o piano de um poeta morto
Segredos atrás da porta cinza
Falácias da mente que insistiu em renegar o tentar
Lagrimas diante das paredes brancas e frias
Carcereiras dos sentimentos,
Cela de grades invisíveis
Pelas quais escarro na boca que me beijou
Numa noite, a meia luz..
No quarto de dormir.
ENFIM O SILÊNCIO
Os chacais se calaram
Parado encontra-se vigilante relógio
A musica perdeu-se no espaço
Longe estou
Infindável túnel escuro
Sigo em frente
Aguardando o projétil para a cabeça encontrar
Lenta é a folha seca que cai em silêncio
Jaz o corpo sepultado no próprio corpo
Enfim o silêncio.
Parado encontra-se vigilante relógio
A musica perdeu-se no espaço
Longe estou
Infindável túnel escuro
Sigo em frente
Aguardando o projétil para a cabeça encontrar
Lenta é a folha seca que cai em silêncio
Jaz o corpo sepultado no próprio corpo
Enfim o silêncio.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
SOLIDÃO EM RÉ MENOR
A mente que sempre mente
Ao ser vazio
Triste cantador solitário
Viajante da estrelas
Visionário do caos
Carcaça arrastada
De rua em rua,
Bar em bar,
Cama em cama
Numa música unica
Azul a insistir na mente
Deglutinadora lenta
Do céu e do inferno
Solidão em ré menor
Heis a canção do cantador
Ainda sobrevivendo
Ao ser vazio
Triste cantador solitário
Viajante da estrelas
Visionário do caos
Carcaça arrastada
De rua em rua,
Bar em bar,
Cama em cama
Numa música unica
Azul a insistir na mente
Deglutinadora lenta
Do céu e do inferno
Solidão em ré menor
Heis a canção do cantador
Ainda sobrevivendo
terça-feira, 5 de agosto de 2014
LUZES DE NEON
Rostos marmóreos
Inertes insones
Embolorados viciados
Luzes de neon
Copos a dançarem
Intensa é a madrugada
Sem virgula ou acento
Gráfico nenhum a definir
Vida carente perdida
Pares distantes
No tecer da aranha que
Nunca para de se alimentar.
Luzes de neon
Carros a passar
Solidão aparente
Pares a buscar
Sem encontrar
Pois não sabem o quê seria.
Inertes insones
Embolorados viciados
Luzes de neon
Copos a dançarem
Intensa é a madrugada
Sem virgula ou acento
Gráfico nenhum a definir
Vida carente perdida
Pares distantes
No tecer da aranha que
Nunca para de se alimentar.
Luzes de neon
Carros a passar
Solidão aparente
Pares a buscar
Sem encontrar
Pois não sabem o quê seria.
TEMPESTADES DE VERÃO
No começo o vento é fraco
Depois torna-se forte, destruidor...
Nas tempestades de verão a dor diminui
O ardil brinca com a razão
Ventos e chuva,
Solidão e silêncio
Em meio as tormentas
Obscuras do ser...
Findar da vida
Começo da morte
Nas tempestades de verões.
Depois torna-se forte, destruidor...
Nas tempestades de verão a dor diminui
O ardil brinca com a razão
Ventos e chuva,
Solidão e silêncio
Em meio as tormentas
Obscuras do ser...
Findar da vida
Começo da morte
Nas tempestades de verões.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
PONTOS
Não adianta chorar
Ninguém há de ouvir
Não adianta amar
Não há ninguém para desejar-lhe
Assuma sua culpa
Cuspa o veneno
Que tu mesmo preparaste
Seus livros não servem para nada
Suas palavras se perdem no limbo
Vosso lar...
Pontos perdidos
Sem vida,
Sem descanso
Lá no horizonte a morte lhe espera
Sorria agora ser medíocre
Rasteja como vermes
Os mesmos que em breve comeram sua carne
Quebra-se o palácio de cristal
Ao toque das mãos
Que perderam o jogo.
Ninguém há de ouvir
Não adianta amar
Não há ninguém para desejar-lhe
Assuma sua culpa
Cuspa o veneno
Que tu mesmo preparaste
Seus livros não servem para nada
Suas palavras se perdem no limbo
Vosso lar...
Pontos perdidos
Sem vida,
Sem descanso
Lá no horizonte a morte lhe espera
Sorria agora ser medíocre
Rasteja como vermes
Os mesmos que em breve comeram sua carne
Quebra-se o palácio de cristal
Ao toque das mãos
Que perderam o jogo.
A MÚSICA
Na solidão do quarto
Fumaça e pensamentos
A desmancharem-se no ar
Findo a taça do seco vermelho vinho
Murmúrios do passado que não tem mais sentido
Flui a melodia
Dança a alma
Na música que encontrei
Para me fazer companhia
A morte passou me deixando um beijo
A vida insistente sorri
Grita o desespero em meu ser
O som flutuante,
O corpo viajante,
A mente bigorna
Ressonante do incerto que não vai embora
Com o raiar do sol.
Fumaça e pensamentos
A desmancharem-se no ar
Findo a taça do seco vermelho vinho
Murmúrios do passado que não tem mais sentido
Flui a melodia
Dança a alma
Na música que encontrei
Para me fazer companhia
A morte passou me deixando um beijo
A vida insistente sorri
Grita o desespero em meu ser
O som flutuante,
O corpo viajante,
A mente bigorna
Ressonante do incerto que não vai embora
Com o raiar do sol.
terça-feira, 1 de julho de 2014
PALAVRAS ESQUECIDAS
A gélida parede fria
sob o toque perdido da mão
A dor é enorme
Quando deparamos com a nossa
Imagem chafundada na lama do nosso egoísmo
Palavras esquecidas
Num pedaço de papel
Amarelo, velho e sem utilidade
Palavras de amor
Fênix em fuga
Ruptura do muro
sob o toque perdido da mão
A dor é enorme
Quando deparamos com a nossa
Imagem chafundada na lama do nosso egoísmo
Palavras esquecidas
Num pedaço de papel
Amarelo, velho e sem utilidade
Palavras de amor
Fênix em fuga
Ruptura do muro
LÁGRIMAS
Num momento vazio
Escrevo esses versos
Em profunda solidão
Chorar não posso
Lágrimas já não saem dos meus olhos
Falar com alguém eu queria
Mas só, somente restou
O muro a circundar-me
Um dia irei destruí-lo
Lágrimas que não existem
Expressões lacunas
Finda as palavras
Nessa noite não encontrei
um amigo sequer para conversar.
Escrevo esses versos
Em profunda solidão
Chorar não posso
Lágrimas já não saem dos meus olhos
Falar com alguém eu queria
Mas só, somente restou
O muro a circundar-me
Um dia irei destruí-lo
Lágrimas que não existem
Expressões lacunas
Finda as palavras
Nessa noite não encontrei
um amigo sequer para conversar.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
MEDO
Do que tens medo?
Da escuridão?
De viver?
Dos outros então!
Todos tem um ponto em comum a esconder
No jogo bruto em que vivemos
É estranho conviver com as brumas
Que esconde o sentido absoluto
Do mundo da razão navalha.
Da escuridão?
De viver?
Dos outros então!
Todos tem um ponto em comum a esconder
No jogo bruto em que vivemos
É estranho conviver com as brumas
Que esconde o sentido absoluto
Do mundo da razão navalha.
TELEVISÃO
Imagens coloridas
Identificadas na retina
Mensagem televisava
Inércia na poltrona de um plano perdido
Tolices alimentantes da mente
Rodopiam as dilatadas pupilas
Com o vazio da alma
Já que os sonhos se vão
E sempre voltam
Na quarta parte do partido filme noir
Imagens de tempos pretéritos
Finda a madrugada
No som que acompanha a morte...
Identificadas na retina
Mensagem televisava
Inércia na poltrona de um plano perdido
Tolices alimentantes da mente
Rodopiam as dilatadas pupilas
Com o vazio da alma
Já que os sonhos se vão
E sempre voltam
Na quarta parte do partido filme noir
Imagens de tempos pretéritos
Finda a madrugada
No som que acompanha a morte...
SONATA DE INVERNO
Acordei na madrugada
Com uma bela musica
Soando suavemente pelos cômodos da casa
Preenchendo com calor o prenuncio do inverno que logo chegará
Deixe-me levar
Auscultando o coração
Ritmado a cada acorde
Sussurro de lascivas poesias azuis
Por horas,
Infindáveis minutos
Senti-me seguro, ancorado
Protegido no refugio sagrado
Porto acolhedor
Escudo das tormentas
Fatigadoras do espirito
Não mais lacrimoso
Pois nessa madrugada
Encontrou a serenidade
Na suave musica que trouxe a ti
Para perto de mim.
Com uma bela musica
Soando suavemente pelos cômodos da casa
Preenchendo com calor o prenuncio do inverno que logo chegará
Deixe-me levar
Auscultando o coração
Ritmado a cada acorde
Sussurro de lascivas poesias azuis
Por horas,
Infindáveis minutos
Senti-me seguro, ancorado
Protegido no refugio sagrado
Porto acolhedor
Escudo das tormentas
Fatigadoras do espirito
Não mais lacrimoso
Pois nessa madrugada
Encontrou a serenidade
Na suave musica que trouxe a ti
Para perto de mim.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
DIZERES NOTURNOS
Mente por quê mente
Alcova vazia
Em solidão
Palavras sonhos perdidos
Dizeres noturnos
Dor riscada a ponta de adaga
Traçado bizarro no branco parede
Versos iletrados iluminados pela
Puta midiática platinada.
Alcova vazia
Em solidão
Palavras sonhos perdidos
Dizeres noturnos
Dor riscada a ponta de adaga
Traçado bizarro no branco parede
Versos iletrados iluminados pela
Puta midiática platinada.
MADRUGADA 67
Longa é a viagem
Duma alma doce
Dança, ri e chora
Madrugada adentro
Aguarda o grito primal do sol
Ardente face luminosa do cinza da metrópole
Madrugada 67,
Sereno quente,
Suor amargo
Imagens retorcidas
Visão conhaque vadio
Sentinela posta no espelho dor que agora fecha suas portas.
Duma alma doce
Dança, ri e chora
Madrugada adentro
Aguarda o grito primal do sol
Ardente face luminosa do cinza da metrópole
Madrugada 67,
Sereno quente,
Suor amargo
Imagens retorcidas
Visão conhaque vadio
Sentinela posta no espelho dor que agora fecha suas portas.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
HOJE IREI PARTIR
Hoje irei partir
Sem deixar razão
Nem cartas, nem fotos
Apenas restará as marcas
Do ódio e do amor
Que deixei nos corações que conheci
Hoje irei partir
Minha imagem desaparecerá
Como fumo de um cigarro aceso ao entardecer
Hoje irei partir
Para onde perguntas?
Para seus sonhos ou pesadelos.
Sem deixar razão
Nem cartas, nem fotos
Apenas restará as marcas
Do ódio e do amor
Que deixei nos corações que conheci
Hoje irei partir
Minha imagem desaparecerá
Como fumo de um cigarro aceso ao entardecer
Hoje irei partir
Para onde perguntas?
Para seus sonhos ou pesadelos.
UM SOLO AO AMANHECER
Um toque de dor
Na cidade adormecida
Leve a música flutua
Feito sussurro espirito
Raia o triste dia
A noite deveria ser eterna
Cadeiras e mesas,
Vazias taças de vinho
Um solo ao amanhecer
Melodia para andarilhos insones da noite
Que agora dormem.
Na cidade adormecida
Leve a música flutua
Feito sussurro espirito
Raia o triste dia
A noite deveria ser eterna
Cadeiras e mesas,
Vazias taças de vinho
Um solo ao amanhecer
Melodia para andarilhos insones da noite
Que agora dormem.
PAREDES FRIAS
Velhas paredes frias
Esverdeado bolor transpiração
Lágrimas apaixonadas
De amor, de dor, de vida
Longe da verdade
Perto do caos
Engoli a boca ácrata
O ranço expelido das mudas paredes
Sobrevivência anacrônica do ser imperfeito.
Esverdeado bolor transpiração
Lágrimas apaixonadas
De amor, de dor, de vida
Longe da verdade
Perto do caos
Engoli a boca ácrata
O ranço expelido das mudas paredes
Sobrevivência anacrônica do ser imperfeito.
DANÇANDO COM A MORTE
Numa estrada solitária
Eu caminhava
Numa estrada vazia
Eu vadiava
Suave se fazia a música
com o vento que assobiava estridente
Numa estrada abandonada
Encontrei com quem bailar
Ela dança como ninguém
Numa estrada escura
Cai de exaustam
Numa estrada
Dancei com a morte.
Eu caminhava
Numa estrada vazia
Eu vadiava
Suave se fazia a música
com o vento que assobiava estridente
Numa estrada abandonada
Encontrei com quem bailar
Ela dança como ninguém
Numa estrada escura
Cai de exaustam
Numa estrada
Dancei com a morte.
HOJE É 26
O engolir seco
Tempo que passa
Rola lenta
Lágrimas pelo rosto de mármore
Hoje é 26
Amanhã será 27
O que importa isso para nós
Vivemos da mentira em nossa solidão
Poeiras sobre os móveis,
Teias aos cantos, a lembrar
Velho tempo que passou
Lembranças de letras perdidas
Ásperas e rudes
Como o solo estéril da cidade
Que recebe a chuva sem fecundá-la
Hoje é 26
É madrugada
Amanhã sofrerei novamente
Com o chegar da noite.
Tempo que passa
Rola lenta
Lágrimas pelo rosto de mármore
Hoje é 26
Amanhã será 27
O que importa isso para nós
Vivemos da mentira em nossa solidão
Poeiras sobre os móveis,
Teias aos cantos, a lembrar
Velho tempo que passou
Lembranças de letras perdidas
Ásperas e rudes
Como o solo estéril da cidade
Que recebe a chuva sem fecundá-la
Hoje é 26
É madrugada
Amanhã sofrerei novamente
Com o chegar da noite.
RASGA MORTALHA
Dança social,
Dança da morte,
Gire, pule, cante
Cego a observar
Dance a musica estonteante de instrumentistas diáfanos
Na melodia hipócrita do aceitar inconteste
Brancas nuvens passam por sobre milha cabeça
Ouvi a rasga mortalha piar
Logo chegará para a mortalha rasgar
Deixando a mostra o peito aberto
Daquele que amou o sentido do ato de amar.
Dança da morte,
Gire, pule, cante
Cego a observar
Dance a musica estonteante de instrumentistas diáfanos
Na melodia hipócrita do aceitar inconteste
Brancas nuvens passam por sobre milha cabeça
Ouvi a rasga mortalha piar
Logo chegará para a mortalha rasgar
Deixando a mostra o peito aberto
Daquele que amou o sentido do ato de amar.
HORIZONTE OBLÍQUO
Vagando no espaço infinito
Perdido em retas análogas
Ridículas retas cartesianas
Perguntas aos gritos
Com o sangue nas mãos
Queimei o meu olho esquerdo com o destro punho
Ignóbil clamor do crepúsculo
Amargo delírio
Pujante na noite que se anuncia
O quê sou hoje?
Verdades falsas num horizonte oblíquo.
Perdido em retas análogas
Ridículas retas cartesianas
Perguntas aos gritos
Com o sangue nas mãos
Queimei o meu olho esquerdo com o destro punho
Ignóbil clamor do crepúsculo
Amargo delírio
Pujante na noite que se anuncia
O quê sou hoje?
Verdades falsas num horizonte oblíquo.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
SENTADO EM CATACUMBAS
Alta lua
Sentado em catacumbas
Rasgou a noite o ultimo expresso
Convidado dos vermes
Vi o banquetear-se da putrefata carne
Do Eu defunto
ESCASSEZ
O cinza das paredes mal acabadas
Máscaras sinistras silentes a observarem
Meia noite
Escura e fria
Corpos vazios
Almas em conflitos
No inverno passado
Eu fui até o cemitério
Chorar sobre sua lápide
Terminar e continuar
tudo perdido num labirinto
Escassez de versos,
Lembranças mortas
De quem não aprendeu a amar.
Máscaras sinistras silentes a observarem
Meia noite
Escura e fria
Corpos vazios
Almas em conflitos
No inverno passado
Eu fui até o cemitério
Chorar sobre sua lápide
Terminar e continuar
tudo perdido num labirinto
Escassez de versos,
Lembranças mortas
De quem não aprendeu a amar.
PORÃO
Inflexíveis pensamentos
Decubitos largados ao solo
Em sussurros cânticos
Desfalece o corpo
Orgulho ego animal
Razões sustentadas,
De que nada valem
Dogmas correntes
Nesse porão
Busco o refugio embolorado
Da boca seca,
Dos olhos vermelhos,
Certeza de que chegou a hora
De enfrentar o Eu.
Decubitos largados ao solo
Em sussurros cânticos
Desfalece o corpo
Orgulho ego animal
Razões sustentadas,
De que nada valem
Dogmas correntes
Nesse porão
Busco o refugio embolorado
Da boca seca,
Dos olhos vermelhos,
Certeza de que chegou a hora
De enfrentar o Eu.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
ROSAS DA METROPOLE
Pálidas pétulas
Manchadas de sangue
Nascidas entre as frestas
Do cinza amorfo
Concreto equalizado no caos
Labirinto de formas, luzes e som
Amalgama persona incógnita
Concreto, ferro e solidão
Visão que saem pelas bocas vermelhas esmurradas
Ser alguém e não ser ninguém
Rosas da metrópole que lhe engole dia a dia.
Manchadas de sangue
Nascidas entre as frestas
Do cinza amorfo
Concreto equalizado no caos
Labirinto de formas, luzes e som
Amalgama persona incógnita
Concreto, ferro e solidão
Visão que saem pelas bocas vermelhas esmurradas
Ser alguém e não ser ninguém
Rosas da metrópole que lhe engole dia a dia.
terça-feira, 3 de junho de 2014
CARPE DIEM
Quero o azul como manto a proteger
Meus sonhos, essência do existir
Quero o som de todos os cantos a preencher
Meus sentidos, movimento constante da transformação
Quero as palavras como expressões do que é ou poderá ser
Minha direção no encontro e desencontro do eu ante os outros
Quero o sorrir e as lágrimas para sentimentos ter
Meu aprendizado, libertação dos grilhões da escuridão da ignorância
Quero uma bela semana para aproveitar cada dia como se fosse o último
Pois para viver é necessário saber resistir para a certeza do existir.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
UM DIA DE SOL
Um lindo dia !
Pois o sol, brilha
Forte,
Aquecendo o corpo,
Iluminando a alma,
Assentindo o luzido do olhar quimérico
Afrontando o impossível,
Ultrapassando os limites
Acreditando sempre que tudo pode ser melhor...
Um lindo dia,
Um poema,
Um sorriso
O sol num lindo dia.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
UM NOVO PIANO NO ALTO DA COLINA
Do alto da colina, do nosso segredo
senti a falta de ver a música e ouvir a imagem
já passada as chuvas, dias cinzas de pequenas tristezas
coloquei-me a buscar no bosque dourado
frondoso tronco caído, que recusou-se a dançar
no baile repentino do vento; mestre da roda da fortuna
hoje acima, amanhã abaixo, mas sempre em movimento.
Madeira achada, plainada no suor da anunciação da primavera próxima
entalhada com versos diversos, de poemas variados
sentimentos tatuagens da alma vozes gráficas
perpétuo voar do pássaro sem ninho, sem rumo, mas liberto
modelado cá está, em suas formas
exibindo a escancaras sua escada mistica em ébano e marfim,
escondendo o segredo de sua magia, cordas feitas com o prisma do primeiro arco iris que surgiu depois das chuvas, levando para longe as lágrimas, a solidão, a incerteza, esses nossos pequenos demônios
que sempre vão embora quando, como um pequeno anjo falou,
a música de um piano é tocada para curar o coração.
Cá esta um novo piano no alto da colina,
feito por mim, para que sempre exista
a certeza de que lá no limiar do azul estará a vontade plena do viver
na constância da melodia que nunca pode parar...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
NAVEGANTE
Bom dia com o sol que sorri
Abraçando o corpo,
protegendo a alma.
Motivo de
irmos à frente,
rumo ao desconhecido;
doce andança
necessária para
conhecermos o Id
Abraçando o corpo,
protegendo a alma.
Motivo de
irmos à frente,
rumo ao desconhecido;
doce andança
necessária para
conhecermos o Id
Timoneiro indolente,
do coração navegante
onde a cada porto
onde a cada porto
uma nova música aprende
para cantar quando estiver
em alto mar.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
ATÉ O FESTIM
Não sei sobre os dias vindouros,
Tão pouco quanto aos que passaram
O que me importa é o presente
Quente, vivificante no degustar
De cada lagrima, de cada sorriso
Coração aberto, selvagem
Penetrado pelos sons, pelas luzes
Sentimentos que se transformam em imagens poéticas.
Agora tenho uma flor
Vermelha, perfumada
Agora tenho em minha mente
A imagem do azul
Agora tenho a embalar a minha alma
O gosto lascivo do beijo
Recém chegado com vento
Somente para me fazer sorrir e lembrar
De ti, doce visage
Para qual deixarei escrito em verso
Nas nuvens que vislumbro do pórtico veneziano
Antes de eu sair junto ao vento,
E bailar sob a luz do luar que logo surgirá,
No festim de anjos e demônios
Sempre perdidos em seus devaneios rodopiantes.
domingo, 29 de abril de 2012
RAZÕES
Sussuros navalhas
Fere o ego dormente
Razões sustentadas,
Razões quebradas,
Razões que nada valem.
Tenho ratos como amigos;
Devoradores vorazes
Das razões guardadas
No porão sombrio
Da mente empoeirada.
Fere o ego dormente
Razões sustentadas,
Razões quebradas,
Razões que nada valem.
Tenho ratos como amigos;
Devoradores vorazes
Das razões guardadas
No porão sombrio
Da mente empoeirada.
MERGULHO PROFUNDO
Noite fria e escura
Bate o coração silenciosamente
Veslumbra o céu agora purpura
O triste olhar de uma tulipa negra
Já não há mais risos,
Tão pouco mais as taças de vinho,
no fim, somente restou o amargo da partida
No romper de um novo amanheçer
Entre o ébano da floresta,
Morada da minha alma
Olhei a morte vasculhando
No encalço do meu corpo
Sem nada achar
Bate o coração silenciosamente
Veslumbra o céu agora purpura
O triste olhar de uma tulipa negra
Já não há mais risos,
Tão pouco mais as taças de vinho,
no fim, somente restou o amargo da partida
No romper de um novo amanheçer
Entre o ébano da floresta,
Morada da minha alma
Olhei a morte vasculhando
No encalço do meu corpo
Sem nada achar
ENQUANTO VOCÊ DORME
Enquanto você dorme
Cá estou a perambular pelas ruas
Enquanto você dorme
Sou o ator principal de seus pesadelos
Enquanto você dorme
No auge da madrugada, bailo em redemoinhos com demônios
Enquanto você faz amor
Beijo molhadamente os lábios úmidos perdidos entre os deltas venusianos
Enquanto tudo acontece
Você nada percebe
Eu observo;
Como sombra de um espírito perdido
No tempo e espaço
Enquanto você dorme
Vago insone a sua procura.
Cá estou a perambular pelas ruas
Enquanto você dorme
Sou o ator principal de seus pesadelos
Enquanto você dorme
No auge da madrugada, bailo em redemoinhos com demônios
Enquanto você faz amor
Beijo molhadamente os lábios úmidos perdidos entre os deltas venusianos
Enquanto tudo acontece
Você nada percebe
Eu observo;
Como sombra de um espírito perdido
No tempo e espaço
Enquanto você dorme
Vago insone a sua procura.
domingo, 25 de dezembro de 2011
SILÊNCIO
O meu silêncio
É minha voz
Só o tempo poderá dizer o que realmente houve,
Só o tempo poderá fechar as minhas feridas...
A doce ceifadora vaga pelos campos
Silêncio e tristeza
A vida é dolorosa para quem não há vive
No velho muro escrevi em rubro sangue
A dor que carrego como fardo
No fio de uma navalha encontrarei minha paz
É minha voz
Só o tempo poderá dizer o que realmente houve,
Só o tempo poderá fechar as minhas feridas...
A doce ceifadora vaga pelos campos
Silêncio e tristeza
A vida é dolorosa para quem não há vive
No velho muro escrevi em rubro sangue
A dor que carrego como fardo
No fio de uma navalha encontrarei minha paz
ATO I
Chacais vagam pelo deserto
Do medo e da agônia
Os raios do sol que me aqueciam
Já não me aquecem mais, pois meu corpo agora é frio.
Alegria e loucura
Preenchem o vazio do meu dia hipócrita
O tempo tornou-se um tormento lento e fadigante.
No coração um enorme vazio,
Na mente o desencontro
As cortinas fecharam-se
Para o fim do primeiro ato
da minha vida vazia.
Do medo e da agônia
Os raios do sol que me aqueciam
Já não me aquecem mais, pois meu corpo agora é frio.
Alegria e loucura
Preenchem o vazio do meu dia hipócrita
O tempo tornou-se um tormento lento e fadigante.
No coração um enorme vazio,
Na mente o desencontro
As cortinas fecharam-se
Para o fim do primeiro ato
da minha vida vazia.
LONGA NOITE
A notite foi longa
No meio da escuridão
Senti a louca vontade de gritar
No céu voavam
Gralhas obscuras
Derreteu-se a parafina
Pouco a pouco
Esvai-se a vela
O fim sempre chega
Numa canção do velho blues do Delta
Não há lugar para aqueles quem não choram
A noite foi longa
Os pensamentos também.
No meio da escuridão
Senti a louca vontade de gritar
No céu voavam
Gralhas obscuras
Derreteu-se a parafina
Pouco a pouco
Esvai-se a vela
O fim sempre chega
Numa canção do velho blues do Delta
Não há lugar para aqueles quem não choram
A noite foi longa
Os pensamentos também.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
ECOS
Das tumbas os corações
Da morte o amor
Da velha cadeira de rodas a agônia
Da tristeza a glória
Da guerra o sangue
Do nu o cru
Do fim o abismo
Da luz a solidão
Da sombra apática o medo
Do nada o eu
E mais nada.
Ecos...
Do ponto perdido
Da vontade louca
Da morte repentina
Das paredes mudas
Da vida.
Da morte o amor
Da velha cadeira de rodas a agônia
Da tristeza a glória
Da guerra o sangue
Do nu o cru
Do fim o abismo
Da luz a solidão
Da sombra apática o medo
Do nada o eu
E mais nada.
Ecos...
Do ponto perdido
Da vontade louca
Da morte repentina
Das paredes mudas
Da vida.
PORÃO A DENTRO
A solidão bateu mais forte no maldito coração
São Paulo, infinito buraco perdido
Aonde esta a saída?
Sentimentos navalhas
Retalharam os pensamentos
Destino cruel
O que sou, além de um fantoche em chamas
Consumindo-se aos poucos
Destruição...
Amarga destruição
Aos poucos a vela derrete
Deixando nas entranhas do assoalho de madeira a sua marca
O porão percorrido
Um turbilhão de cores análogas ao cinza
Onde não permite saída.
São Paulo, infinito buraco perdido
Aonde esta a saída?
Sentimentos navalhas
Retalharam os pensamentos
Destino cruel
O que sou, além de um fantoche em chamas
Consumindo-se aos poucos
Destruição...
Amarga destruição
Aos poucos a vela derrete
Deixando nas entranhas do assoalho de madeira a sua marca
O porão percorrido
Um turbilhão de cores análogas ao cinza
Onde não permite saída.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
LUPERCALE
Noite adentro seguindo o rastro platiado
Oculto pelo medo presente, lembranças do pesar diurno
Sons bestiais e gruturais da alma perseguida
Matilha desnuda ante a deusa nua
Qual a certeza no olhar vazio da insanidade?
Por entre os caminhos vagam as feras que devoram a mente
Correr, correr, correr...Sou o que mais temo
Brindamos na companhia
Da Lua Negra
a vida e a morte
Do ser liberto
VIRTUS IUNXIT MORS NON SEPARABIT
domingo, 14 de fevereiro de 2010
SÃO PAULO - MOGI
Dentro do Trêm metálico
Senti o sol moribundo da tarde
Aquecer levemente o meu rosto...
Pela janela de acrilíco
Nuvens negras se aproximaram
Anuncialndo a torrencial chuva outonal
Absorto deixe-me ser tocado
Pelas visões assombradas
Dos sonhos insólitos madrugais
Envolto em brumas,
Assombrado pela incerteza
Segui amorfo a viagem
Indiferente aos rostos de mármores
Reflexivos meus.
ADEUS PASSADO
Ergueu-se lentamente a esfera incandescente
Benção para o corpo liberto
Latência do coração sonhador
Cá esta o gigante flamejante
Iluminando a obscuridade da insana alma
Nasce um novo dia,
jaz as dores da lua,
Adonis a tocar o azul distante...
Secaram sob os raios dourados
As lágrimas vertidas dos olhos castanhos e insones.
VENEZA 1452
Lá esta o passáro
Gorjeando iluminado pela lua
Esperando a passagem do revolto rastro ígneo Observando passivamente
As carroagens rompedoras da noite.
Aguado o carrasco no cadafalso
Logo partirei junto a tempestade que chega
Morrei sob a ira de Eolo
Levarei como lembrança
Os olhares atormentados dos meus inimigos...
No inferno estarei aguardando...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
EXISTÊNCIA
Siga o caminho dos ventos vindouros da Rosa ,
Registre suas pegadas nas areias do tempo
Viva plenamente,
Ultrapasse as portas da percepção
Entenda o Eu oculto pelo véu da ignorância.
Para cada verso um sentido,
Ultrapasse as portas da percepção
Entenda o Eu oculto pelo véu da ignorância.
Para cada verso um sentido,
Nenhuma palavra é vã perante a existência.
Deixe registrado sua marca,
O seu sinal,
A certeza do seu ser.
domingo, 20 de dezembro de 2009
HERANÇA
Doze badaladas os sinos dobraram
No campanário da velha igreja
Iluminou a lua o gládio empunhado
Pelo soldado avernal
envolto em fumo espesso
Aproximou-se a soturna figura
Olhos flamejantes reluziram
Na penumbra da madrugada sombria
Propagou-se ao vento a voz profunda:
- Eis o gládio que lhe pertence!
Com o frio metal em mãos
Cravei esta herança
No solo consagrado
Ao lado da torre norte
Da velha igreja.
PRESENTE
MEL DO FEL
SOLAR
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
DIA DOS MORTOS
Hoje os mortos fazem aniversário
Segue o seu caminho retilineo
A imcompreendida ceifadora
O quê sobrou?
Somente o alimento dos vermes!
Fertil é o solo deste jardim de pedras
Semeado encontra-se as respostas
Aguardando a próxima colheita
Gravado em negro a única verdade
Sobre a cidade de mármore
As lágrimas dos que partiram
Sem dizer adeus
Hoje é o dia do nosso futuro,
A certeza do nosso presente,
O retorno ao passado...
Ao fechar dos olhos
Translúcidas imagens
Proto existência
Hoje os mortos fazem aniversário
Sorria ao ascender
A cera funéria
Pois a vida esvai-se repentinamente
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