Translate

quinta-feira, 3 de julho de 2014

PONTOS

Não adianta chorar
Ninguém há de ouvir
Não adianta amar
Não há ninguém para desejar-lhe
Assuma sua culpa
Cuspa o veneno 
Que tu mesmo preparaste 
Seus livros não servem para nada
Suas palavras se perdem no limbo
Vosso lar...
Pontos perdidos
Sem vida,
Sem descanso
Lá no horizonte a morte  lhe espera
Sorria agora ser medíocre
Rasteja como vermes
Os mesmos que em breve comeram sua carne 
Quebra-se o palácio de cristal
Ao toque das mãos
Que perderam o jogo.

A MÚSICA

Na solidão do quarto
Fumaça e pensamentos
A desmancharem-se no ar
Findo a taça do seco  vermelho vinho
Murmúrios do passado que não tem mais sentido
Flui a melodia
Dança a alma 
Na música que encontrei 
Para me fazer companhia
A morte passou me deixando um beijo
A vida insistente sorri
Grita o desespero em meu ser
O som flutuante,
O corpo viajante,
A mente bigorna 
Ressonante do incerto que não vai embora
Com o raiar do sol.     

terça-feira, 1 de julho de 2014

PALAVRAS ESQUECIDAS

A gélida parede fria
sob o toque perdido da mão 
A dor é enorme
Quando deparamos com a nossa 
Imagem chafundada na lama do nosso egoísmo
Palavras esquecidas 
Num pedaço de papel 
Amarelo, velho e sem utilidade
Palavras de amor 
Fênix em  fuga
Ruptura do muro 

  

LÁGRIMAS

Num momento vazio
Escrevo esses versos 
Em profunda solidão
Chorar não posso
Lágrimas já não saem dos meus olhos
Falar com alguém eu queria
Mas só, somente restou
O muro a circundar-me 
Um dia irei destruí-lo
Lágrimas que não existem
Expressões lacunas
Finda as palavras
Nessa noite não encontrei 
um amigo sequer para conversar.