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domingo, 14 de fevereiro de 2010

SÃO PAULO - MOGI



Dentro do Trêm metálico
Senti o sol moribundo da tarde
Aquecer levemente o meu rosto...
Pela janela de acrilíco
Nuvens negras se aproximaram
Anuncialndo a torrencial chuva outonal
Absorto deixe-me ser tocado
Pelas visões assombradas
Dos sonhos insólitos madrugais
Envolto em brumas,
Assombrado pela incerteza
Segui amorfo a viagem
Indiferente aos rostos de mármores
Reflexivos meus.

ADEUS PASSADO



Ergueu-se lentamente a esfera incandescente
Benção para o corpo liberto
Latência do coração sonhador
Cá esta o gigante flamejante
Iluminando a obscuridade da insana alma
Nasce um novo dia,
jaz as dores da lua,
Adonis a tocar o azul distante...
Secaram sob os raios dourados
As lágrimas vertidas dos olhos castanhos e insones.

VENEZA 1452


Lá esta o passáro
Gorjeando iluminado pela lua
Esperando a passagem do revolto rastro ígneo Observando passivamente

As carroagens rompedoras da noite.
Aguado o carrasco no cadafalso
Logo partirei junto a tempestade que chega
Morrei sob a ira de Eolo
Levarei como lembrança
Os olhares atormentados dos meus inimigos...
No inferno estarei aguardando...