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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

UM NOVO PIANO NO ALTO DA COLINA

Do alto da colina, do nosso segredo
senti a falta de ver a música e ouvir a imagem 
já passada as chuvas, dias cinzas de pequenas tristezas
coloquei-me a buscar no bosque dourado
frondoso  tronco caído, que recusou-se a dançar
no baile repentino do vento; mestre da roda da fortuna
hoje acima, amanhã abaixo, mas sempre em movimento.
Madeira achada, plainada no suor da anunciação da primavera próxima
entalhada com versos diversos, de poemas variados
sentimentos tatuagens da alma vozes gráficas
perpétuo voar do pássaro sem ninho, sem rumo, mas liberto
modelado cá está, em suas formas
exibindo a escancaras sua escada mistica em ébano e marfim,
escondendo  o segredo de sua magia, cordas feitas com o prisma do primeiro arco iris que surgiu depois das chuvas, levando para longe as lágrimas, a solidão, a incerteza, esses nossos pequenos demônios
que sempre vão embora quando, como um pequeno anjo falou, 
a música de um piano é tocada para curar o coração.
Cá esta  um novo piano no alto da colina,
feito por mim,  para que sempre exista
a certeza de que lá no limiar do azul estará a vontade plena do viver 
na constância da melodia que nunca pode parar...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

NAVEGANTE

Bom dia com o sol que sorri
Abraçando o corpo,
protegendo a alma.
Motivo de
irmos à frente,
rumo ao desconhecido;
doce andança
necessária para
conhecermos o Id
Timoneiro indolente,
do coração navegante
onde a cada porto 
uma nova música aprende
para cantar quando estiver 
em alto mar.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ATÉ O FESTIM

Não sei sobre os dias vindouros,
Tão pouco quanto aos que passaram
O que me importa é o presente 
Quente, vivificante no degustar
De cada lagrima, de cada sorriso
Coração aberto, selvagem
Penetrado pelos sons, pelas luzes 
Sentimentos que se transformam em imagens poéticas.
Agora tenho uma flor 
Vermelha, perfumada
Agora tenho em minha mente 
A imagem do azul
Agora tenho a embalar a minha alma
O gosto lascivo do beijo 
Recém chegado com vento
Somente para me fazer sorrir e lembrar
De ti, doce visage
Para qual deixarei escrito em verso
Nas nuvens que vislumbro do pórtico veneziano 
Antes de eu sair junto ao vento,
E bailar sob a luz do luar que logo surgirá,
No festim de anjos e demônios
Sempre perdidos em seus devaneios rodopiantes.