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sexta-feira, 13 de junho de 2014

HOJE É 26

O engolir seco
Tempo que  passa
Rola lenta 
Lágrimas pelo rosto de mármore
Hoje é 26
Amanhã será 27
O que importa isso para nós
Vivemos da mentira em nossa solidão
Poeiras sobre os móveis,
Teias aos cantos, a lembrar
Velho tempo que passou
Lembranças de letras perdidas
Ásperas e rudes
Como o solo estéril da cidade 
Que recebe a chuva sem fecundá-la
Hoje é 26
É madrugada
Amanhã sofrerei novamente
Com o chegar da noite.

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