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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SAMHAIN

Lentamente no leste
Ergueu-se ígnea esfera rubra
Lanceada pelo dourado imaginário
Rendeu-se a penumbra
Ao domínio do gigante incandescente.
O que era oculto pelo breu soturno
Tornou-se aparente face a luz diurna
Anunciada pelo voar sonoro dos espectros
Perante a visão castanha atormentada do incerto.
Sob o brilho do rei solitário
Agonia na solidão de trinta amanheceres ante o ser e o nada
Pelos corredores da mente:
A busca,
A fuga,
O asilo;
Da alma cega que aguarda o findar do dia
Para bailar no próximo Samhain
Entre medos e pesadelos
Ocultos no breu da noite
Na companhia sinistra da covardia,
Velha amiga
Do ser ante o nada
Que se oculta sempre a cada amanhecer
Na véspera da festa dos perdidos.

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