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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

Calmamente caminhei sem rumo,
Pelas alamedas encobertas de ipês lilazes
Sorri ao convite do vento,
Suspirei profundamente,
Recitei o velho Blake.
No observar castanho oniríco
Projetei a ânsia de viver
No firmamento límpido anil.
Aberto esta o arcano sem nome;
O tempo será o juiz de minhas ações...
Eu o algoz da sua sentença.
Logo será primavera,
cicatrizes de outrora se fecharam
Um dia de cada vez
Perseverei face a incerteza do ser perante o nada
Inerme prosseguindo poeticamente
Já não faz sentido empunhar o gládio em batalhas vãs.
Na sagração da primavera tudo renasce
com a unção das flores que sorriem no silêncio

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